Ninho de Vespas Asiáticas na Escola da Correlhã

Projetos / Exposições — By on 07/01/2015 10:21

Está em exposição um ninho de vespas asiáticas na Biblioteca da nossa escola. Este ninho oferecido por um Encarregado de Educação à Professora Manuela Cibrão, está a despertar um interesse enorme nos alunos, pois além das dimensões 60 centímetros de diâmetro nota-se a arquitetura bem elaborada com doze níveis distintos os suportes de cada nível as entradas diretas para cada nível o sistema de escoamento de águas.
Ponte de Lima foi este verão fortemente afetado por esta praga.
A Vespa Velutina Nigritorax, a designada Vespa asiática, é originária da China, Afeganistão, Indochina e Indonésia, tendo chegado à Europa por via marítima em 2004. Há um ano e meio entraram em Portugal.

A Vespa Velutina, também chamada de vespa das patas amarelas, é uma vespa de grandes dimensões. A cabeça é preta com face laranja/amarelada, o corpo é castanho escuro ou preto aveludado delimitado por uma faixa fina amarela com um único segmento abdominal amarelo alaranjado, o que torna difícil de a confundir com qualquer outra espécie. As asas são escuras e as patas castanhas com as extremidades amarelas, originando a designação de vespa das patas amarelas.

A Vespa Velutina não é, no entanto, considerada mais perigosa para os seres humanos do que a Vespa Europeia.

Os ataques desta espécie predadora estão a dizimar as colmeias do território nacional. Os ninhos, com cerca de um metro de altura e 80 cm de largura são maioritariamente construídos em árvores com uma altura superior a 5m.

A forma de atuação da Vespa Velutina inicia-se com uma vespa batedora que procura os ninhos das abelhas comuns europeias, libertando um feromona para a marcação do ninho e para a identificação da localização deste, regressando ao seu ninho para alertar as outras vespas que de imediato se dirigem para a colmeia identificada pelo batedor, aguardando à entrada das colmeias, atacando as abelhas assim que estas se aproximam e, uma vez capturadas, cortam-lhes a cabeça, as asas e o ferrão, transportando depois o cadáver para o seu ninho para se alimentarem.

Trinta Vespas Velutinas podem matar 30.000 abelhas e atacam em grupos de três a trinta. Uma vez sob ataque, uma colmeia é destruída entre 2 as 48 horas.

No Oriente, as abelhas asiáticas aprenderam a defender-se das velutinas. Quando uma vespa prospetora entra na colmeia, a colónia começa por fechar-lhe a saída. Depois as abelhas rodeiam o predador e formam uma bolha o redor, começando a bater as asas para criar calor. As abelhas suportam temperaturas de 42 graus, enquanto que as vespas apenas suportam 40. Então as obreiras aquecem a temperatura da colmeia até aos 41 graus, quase se matando a si próprias para eliminarem a vespa. Seriam precisas décadas de evolução genética para a abelha portuguesa conseguir fazer o mesmo.

Se não forem tomadas medidas, é possível que num prazo de 10 anos a Vespa asiática tenha colonizado toda a Península Ibérica. O Norte de Portugal será provavelmente colonizado em poucos anos.

“Quatro anos depois de se extinguirem as abelhas, extingue-se a humanidade”. A frase pertence e Albert Einstein e de facto, sem abelhas, a cadeia alimentar teria obrigatoriamente de mudar, já que setenta por cento dos produtos frutícolas e hortícolas que a humanidade consome precisam de abelhas para o processo de polinização.

Assim, o conhecimento aprofundado da Vespa Velutina e das melhores formas de combate são o meio para o seu controlo e extermínio, de forma a evitar uma crise na produção agroalimentar.

DSC_0312

DSC_0313

DSC_0314

DSC_0315

DSC_0316

DSC_0317

DSC_0318

DSC_0319

DSC_0320

Procedimento—VESPA VELUTINA

Comments are closed.

Você é o Visitante nº

contador de acesso grátis

Muito Obrigado!