Surfing Our Roots

Atividades, Destaque — By on 26/06/2019 15:28

No último mês de fevereiro, a Escola EBI/JI da Correlhã foi anfitriã da mini-Europa composta por escolas da Lituânia, Turquia, Holanda, Grécia e naturalmente a nossa. No início do mês de junho, foi a vez de viajarmos até Almere, cidade bem pertinho de Amesterdão, nos Holanda, onde todos se envolveram na dinâmica organizacional do projeto “Surfing our roots”.
Mais uma vez, quatro docentes e seis alunos tiveram oportunidade de conhecer novas realidades culturais e de ensino, numa experiência marcante, principalmente, para os alunos envolvidos.

Como referimos no último editorial de um jornal local, percorrer, interagir e submergir nas diferentes culturas dos países é o melhor caminho para consolidarmos os princípios básicos enquanto seres humanos. É uma forma eficaz de desenvolvermos o conceito de tolerância, assim como o capital relacional, para que o conhecimento gere valor e sustentabilidade.
Neste sentido, através do projeto “SURFING OUR ROOTS”, subordinado ao tema do Património Cultural, interligando as Tecnologias da Informação e Comunicação, aproveitamos mais uma vez para potenciar as competências dos alunos para o momento em que ocuparão o seu lugar na sociedade tornando-os cidadãos europeus responsáveis.
A semana foi intensa sob o ponto de vista das aprendizagens, mas, acima de tudo, sob o ponto de vista relacional, como referem os alunos que estiveram presentes nesta semana Erasmus+:

Zé Tiago Matos:
“Fui recebido no hotel pela família Wijers, composta por Richard(pai), Ineke(mãe), Jelle e Lucas. Pareceu-me ser uma família simpática e acolhedora. Pouco tempo passou até começar a conversar ativamente – penso que foram cerca de 45 minutos – pois, nesse mesmo dia, assistimos a um filme que ambos estávamos ansiosos por ver (“Avengers:Endgame”). Depois, seguiu-se um passeio onde conheci uma amiga do Lucas, Serena. Ela mostrou-se muito simpática e acompanhou-nos em todas as atividades durante a semana.
Visitamos Amesterdão, Almere, participamos em algumas aulas, fomos a Friesland e fomos ao museu Openlucht. Eu tive a sorte de festejar o meu aniversário durante essa semana e também porque os Wijers me levaram a um restaurante de sushi para eu provar esse tipo de comida.


Uma coisa que posso afirmar é que nessa semana conhecemo-nos uns aos outros e formamos um grupo de amigos composto por mim, Lucas, Serena, Eva e Lara, ao qual demos o nome de Sheeps— a tradução é “ovelhas” não sei porque o chamamos assim. Cumprimos o objetivo do projeto, pois tornamo-nos amigos chegados e, por incrível que pareça, foi bastante difícil despedirmo-nos.
A despedida foi um tanto ou quanto difícil, pois, no último dia, o grupo juntou-se todo na casa do Lucas e fizemos uma “festa” que durou 10 horas. Esse foi um momento muito marcante, uma vez que a maioria de nós começou a chorar—eu não porque não é costume eu chorar em situações com esta, mas sentia-me triste, pois, provavelmente, essa seria a última vez que nos veríamos. Criámos uma conexão realmente forte e isso é raro acontecer em apenas uma semana.
Apesar de já ter realizado várias viagens e ter experiência neste tipo de atividades, esta experiência foi única e não sinto tanta vontade de visitar novamente outros países como sinto em relação a este país.
Como já disse, o projeto Erasmus+ foi único e mostrou-me que as coisas simples são o que realmente importa e o que nos permite criar boas amizades e realmente espero que sejam duradouras, pois, apesar de distantes, aquelas pessoas vão ficar sempre na minha memória e no meu coração.”

Lara Rodrigues:
“Na madrugada do dia 2 de junho, juntamente com os quatro professores da escola da EBI/JI da Correlhã e seis alunos, partimos do Porto para o Aeroporto de Amesterdão, Schiphol, e dirigimo-nos, depois, a Almere – cidade onde íamos viver por uma semana.
O domingo foi o dia de conhecer as famílias que nos iam acolher, no meu caso, já a conhecia, porque recebi esta aluna em minha casa, aquando da visita ocorrida em Portugal. Seguiu-se uma visita à cidade. Neste dia, percebi também que, nos Holanda, o jantar é por volta das 17:30/18:00. Segunda-feira fomos para a escola de bicicleta, que é como os alunos e professores se deslocam, e partimos de autocarro para Amesterdão. Durante a manhã, visitamos o Rijks Museum que é um museu dedicado às artes e história do país. No final da visita, fomos livremente passear pela cidade e mais tarde andamos de barco pelos canais. Para finalizar, fizemos a “Holland Experience” que consistia num simulador 5D que nos permitiu conhecer alguns os aspetos culturais, históricos e paisagísticos do país anfitrião.


A semana foi decorrendo com muitas outras atividades e chegou a sexta-feira, o último dia com as famílias. Durante a manhã, trabalhamos em projetos que mais tarde íamos expor. No resto do dia, fomos a uma feira na cidade. Às 17h voltamos para a escola para um jantar com as famílias, alunos e professores.
Uma vez que criei amizades tão grandes ao longo destes dias, pedi para ficar mais um dia com a família que me estava a receber. Assim sendo, sábado, juntamente com mais amigos, passamos o dia a ver filmes e a conhecer melhor a cidade. Domingo de manhã, foi hora de nos despedirmos das famílias. Ainda nesse dia, visitamos cidade de Utrecht com os nossos professores. Segunda de manhã, apanhamos um comboio e fomos para o aeroporto.
Acabou assim a nossa viagem. Essa semana deu-me a possibilidade de conhecer imenso o país, a sua cultura e as pessoas. Para além disso, criei amizades que espero nunca perder. Este país é realmente um país muito bonito com uma mentalidade bastante diferente da portuguesa. Esta experiência marcar-me-á para o resto da vida.”

Este projeto continuará por mais um ano letivo com deslocações à Grécia, Turquia e Lituânia, país coordenador.

Comments are closed.

Você é o Visitante nº

contador de acesso grátis

Muito Obrigado!