Está patente na Biblioteca Escolar a Exposição do dia 5 de outubro. Visitem!!!

Biblioteca — By on 07/10/2011 9:36

A Primeira República – 5 de Outubro de 1910

 

O filme dos acontecimentos.

A 21 de setembro de 1910 a imprensa do Rio de Janeiro, publica uma extensa entrevista a Magalhães Lima feita em Paris. Entre outras declarações, afirma o conhecido Republicano: A Monarquia está irremediavelmente perdida, a República Portuguesa será em breve um facto, mesmo que os Republicanos a não proclamassem ela seria, apesar de tudo, proclamada pela fatalidade das circunstâncias e pela lógica dos acontecimentos.

3 De outubro de 1910 – O Dr. Miguel Bombarda é assassinado por um seu antigo doente, quando se encontrava no seu gabinete, no Hospital de Rilhafoles. O agressor é o tenente do exército Aparício Rebelo.
Perdem assim os Republicanos um dos seus mais prestigiosos dirigentes.
Nesse mesmo dia ás 20 horas – o Almirante Cândido dos Reis, Afonso Costa, José Relvas, João Chagas, António José de Almeida, Eusébio Leão entre outros Republicanos reúnem-se em casa da Mãe de Inocêncio Camacho, na Rua da Esperança 106,3º. Fica combinado, de acordo com planos já estabelecidos que a revolução começaria à 1 hora da madrugada com uma salva de 31 tiros disparados de navios de guerra surtos no Tejo.

4 De outubro de 1910 – 1 Hora e 20 – soam tiros, não eram 31, instala-se o pânico entre os revolucionários. O quartel de marinheiros em Alcântara que estava previsto revoltar-se está cercado por Infantaria1, Cavalaria4 e Caçadores2.
– Estão na rua 3000 homens fiéis à Monarquia com as baterias a cavalo.
– O Comissário Naval, Machado Santos, com praças do Infantaria16 de Campo de Ourique, ataca o Quartel de Artilharia1.
– O Capitão Sá Cardoso, com um pelotão de Infantaria16 parte para atacar o Palácio das Necessidades.
– Machado Santos, com outra força de Infantaria16 ataca a esquadra de polícia no Largo do Rato e arma civis.
Ás 5 horas Machado Santos comanda as forças revoltosas, que descem a Avenida em direção ao Rossio, são bombardeados, retrocedem para a Rotunda e fecham as entradas para as Avenidas Fontes e Duque de Loulé.
Pelas 9 horas Machado Santos só dispõe de 8 peças de artilharia. Comanda 9 sargentos e 200 homens, mas civis armados acorrem à Rotunda para os auxiliar.
Ás 12:30 horas as forças leais à Monarquia comandadas pelo capitão Paiva Couceiro, fustigam duramente a Rotunda com as baterias de Queluz.
Ás 14 horas, os cruzadores S. Rafael e Adamastor bombardeiam o Palácio das Necessidades. O Governo pede ao Rei que se retire para Mafra. O Rei obedece e parte com o Conde de Sabugosa e o Marquês do Faial.

5 De outubro de 1910– 6 horas – Fogo dos revoltosos contra as forças do Rossio. De Queluz, as baterias de Couceiro atacam e começam a desembarcar os marinheiros dos navios de guerra estacionados no Tejo.

11 Horas – José Relvas, acompanhado por outros revolucionários, proclama a República de uma janela da Câmara Municipal.

No Porto, Dr. Nunes da Ponte, lê na varanda central dos Paços do Concelho o texto da proclamação e declara “ perpetuamente abolida a Dinastia de Bragança”

Segundo o suplemento do Diário do Governo nº 222, fica assim constituído o 1º Governo Provisório

Presidente – Dr. Joaquim Theophilo Braga
Interior – Dr. António José Almeida
Justiça – Dr. Affonso Costa
Fazenda – Basílio Teles
Guerra – António Xavier Correia Barreto
Marinha – Amaro Justiniano de Azevedo Gomes
Estrangeiro – Dr. Bernardino Luís Machado Guimarães
Obras Públicas – Dr. António Luís Gomes

A família Real parte para o exílio, embarca no Iate Amélia com destino a Gibraltar.
O Governo Britânico disponibiliza o Iate Real Victoria And Albert para conduzir o Rei, a Rainha D. Amélia e o Infante D. Afonso para Inglaterra. A Rainha D. Maria Pia será conduzida, de Gibraltar para Itália, a bordo de um navio Italiano.
Fonte: Do Diário da História de Portugal – Reader´s Digest

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